segunda-feira, 1 de setembro de 2008


Talvez a pior parte não seja o exagero, ou a superficialidade que machuca a cada vírgula, quem sabe a pior parte esteja em ver o quanto tão pouco pode significar muito, ou quanto tudo pode ser tão insignificante. Às vezes na destruição de uma realidade é mais fácil se apegar a fatos, e certezas, ainda que elas não sejam o que parecem, ainda que elas jamais existiram, afinal quem choraria se na verdade queria apenas quer rir pelas costas? Quem perderia seu tempo com tanta inútil briga, se deixando ofender, a respeito de algo que não corresponde à magnitude da minha composição humana, tal como a sua, quem nos permite errar. A maior decepção é apoiada na tirania de um julgamento frio e superficial, que considera indigno tudo aquilo que quer imaginar, tudo que quer vestir como a verdade, uma verdade ridícula que nunca existiu, uma verdade que afasta o melhor que poderia acontecer, que traz o desprezo sem fundamento, então me bata, mas me ouça! Pelas costas, quem nunca viu o choro e nem o riso, pode prefirir a acreditar só no riso, mas de que? Se o único riso expressa alegria? A emoção mal escrita possa causar idéias ruins, mas a injustiça dói mais do que qualquer soco, e essa é a pior parte.

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