quarta-feira, 2 de julho de 2008

As combinações de futuro que faço, se concretizam.
Traços e linhas me antecipam, dão sofrimento à asa que alço mentalmente.
Marcas que correm ares e passados levam consigo feridas, fixações, encontros.
O universo que levo nos ombros contêm o peso do caminhar.
Estendo braçadas nos matizes da liberdade.
Sei o lapso que pertence ao meu pálido momento.
Meti o pé na cicatriz geradora da neblina.
Os débeis monumentos me encaram como sombras e espectros que vivenciam o horizonte.
Acordo sob o chão estático da metafísica.
Os sonhos que interseccionam o espaço decidem minhas ausências.
Insisto no amplo como um pássaro insiste no céu.
Acredito na complexa distinção de uma lágrima.
E que os aspectos sejam mais fortes que meu conhecimento.
Não há mais verdades no banco da esperança.
Um barco navega continuações secretas e eu o acompanho com a imaginação.
Nenhuma de minhas sensações possuiu a distância das coisas.
Pontos que persegui cegamente jamais existiram.

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