não me sinto bem em espaços públicos. algumas pessoas me aborrecem profundamente quando começam a falar. a se aproximar gesticulando. fazendo menções espalhafatosas. absorvendo cada filete de atenção e paz de minha mente já alvoroçada. achando que tudo se restringe a seus gostos e vaidades pessoais. que a vida é cheia de encantos e paraísos flutuantes. e tenho o desejo de cuspir. as mãos sedentas para estrangular. os dentes em fúria para se descerrarem e permitirem as sentenças mais brutais de impaciência. até que elas vão embora. e tudo volta ao que era sem qualquer significado. e penso que perdemos muito tempo ouvindo coisas estúpidas, vendo coisas estúpidas. e o contato contínuo pode nos tornar o que mais refutamos. os feixes de convívio exteriores se sobrepõem a nossa frágil mente. somos redefinidos a cada minuto.
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