quinta-feira, 24 de janeiro de 2008


A loucura é companhia viva, reclusão feita, reclusão criada, reclusão invitada pela vida, por erros, por desleixos, por palermices. Pelo humano foi dada a roda, como prova clara de sua necessária expansão, nas margens da vida, o sentimento de utilidade parece algo inútil, a utilidade já não é mais útil, em um ciclo de vícios, que tende a cada milésimo acrescentar uma pedra, que leva a morbidez, que leva ao ócio, que traz a loucura, que exige correspondência, que não aceita explicações! Loucura que desaparece que volta que desaparece e volta repetidamente em um ciclo, de uma década e oito anos, três dias anulam sua companhia, e uma noite a faz voltar, a esperança se torna tão insana quanto a vida.
A liberdade, a sonhada liberdade, merecida, conquistada pelo convivo com a demência! Se a saída não fosse disputada por outras trinta mil pessoas, ela poderia ser mais fácil, mas ela não hesita, ela só exige, mas a mente não absolve, ela também exige.

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